Português (Brasil)

Câmara decide pela suspensão temporária de 60 dias da vereadora Thailândia de Dores em Santos Dumont

Câmara decide pela suspensão temporária de 60 dias da vereadora Thailândia de Dores em Santos Dumont

Data de Publicação: 12 de maio de 2026 20:18:00 Portal 14B: Decisão foi tomada em plenário na noite desta terça-feira (12). Entenda o caso

Compartilhe este conteúdo:

Por Redação... 

Na noite desta terça-feira (12), durante reunião ordinária da Câmara Municipal de Santos Dumont, a maioria dos parlamentares decidiu pela suspensão temporária da vereadora Thailandia de Dores por 60 dias.

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara recomendou a suspensão do mandato após a parlamentar ter mencionado publicamente a existência de "assessores fantasmas" na Casa Legislativa através de um grupo de WhatsApp.

Entre os argumentos, o Conselho entendeu que a conduta foi considerada incompatível com o decoro parlamentar, prejudicando a imagem pública e a credibilidade do Poder Legislativo.

Votaram a favor do afastamento: Alyne Mendes, Dorival, Flávia Letícia, Josi da Frans Lanches, Sandra Cabral, Maria da Enfermagem, Valmir Teteco e Flávio Faria. 

Votaram contra o afastamento: Thailândia, Altamir Motorista, Everaldo e José Abud. 

A Origem do Caso

A controvérsia teve início em 30 de março de 2026, quando um cidadão formalizou um pedido de informações à Presidência da Câmara. O documento baseou-se em capturas de de tela do grupo "Alerta SD em ação", onde a vereadora, ao defender a capacidade de uma amiga, sugeriu que os participantes deveriam "questionar os assessores fantasmas da Casa". No mesmo documento, o cidadão pede providências quanto à suposta denúncia apresentada pela vereadora no grupo de 'WhatsApp'. 

A Defesa da Parlamentar

Em sua resposta oficial à Comissão de Ética, a vereadora Thailândia alegou, entre outras coisas, que as mensagens foram enviadas num ambiente de comunicação privada e informal, fora do exercício parlamentar, e que não teria ocorrido infração ao Código de Ética, tratando-se apenas de uma crítica genérica e opinativa protegida pela liberdade de expressão.

Além disso, segundo a defesa, a manifestação da parlamentar "limita-se ao exercício legítimo da função fiscalizatória, ainda que em estágio preliminar e investigativo".

A Decisão do Conselho

O Conselho de Ética rejeitou os argumentos da defesa, sublinhando que um grupo com 849 participantes não pode ser considerado um ambiente privado ou de circulação restrita. O relatório final destacou que:

-  A vereadora falhou no seu dever de comunicar formalmente eventuais irregularidades pelos canais institucionais, optando por denúncias genéricas em redes sociais.
- A conduta foi considerada incompatível com o decoro parlamentar, prejudicando a imagem pública e a credibilidade do Poder Legislativo.
- A gravidade das afirmações e a sua repercussão social justificam a penalidade de suspensão temporária.

Pedido de CPI

Durante sua defesa, Thailândia afirmou que irá requerer um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso envolvendo supostos “assessores fantasmas” na Câmara de Santos Dumont, no entanto não anexou provas no pedido formulado até o momento desta publicação. 

A reportagem tentou contato com a Thailândia, mas a parlamentar deixou a reunião antes do término. O espaço segue aberto.

 

Fotos: Gilberto Freire

Compartilhe este conteúdo:

  Seja o primeiro a comentar!

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Envie seu comentário preenchendo os campos abaixo

Nome
E-mail
Localização
Comentário